ALZHEIMER: O LADRÃO DE MEMÓRIAS



Imagine a seguinte situação: um belo dia você acorda e não reconhece a pessoa que há 40 anos dorme ao seu lado. Posso ter carregado nas tintas ao pintar este quadro alegórico. Mas isso, pode sim, acontecer na vida real com qualquer um a partir dos 60 anos. Estou falando do Mal de Alzheimer, uma doença cruel e sem cura, que sorrateiramente vai roubando a memória do indivíduo e sua capacidade cognitiva: interferindo de forma drástica na vida social, assim como , nas relações interpessoais e afetivas.


No filme “Para Sempre Alice”, que rendeu o Oscar de melhor atriz à Julianne Moore, pela sua comovente interpretação, o telespectador tem uma clara noção do que esta doença neuro-vegetativa representa na vida do portador, como também, na dos familiares que sofrem com a degradação das funções intelectuais do seu ente querido.



Esta doença afeta a capacidade de aprendizado, atenção, orientação, compreensão e linguagem. A pessoa fica cada vez mais dependente da ajuda dos outros, até mesmo para rotinas básicas, como a higiene pessoal e a alimentação.


No estágio inicial, a memória recente começa a dar sinais de falha, como por exemplo, esquecer de tomar banho e nomes de pessoas que acabara de conhecer, mas o paciente pode se lembrar, com riqueza de detalhes, dos fatos mais antigos.


De acordo com a Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz) no Brasil existem cerca de 15 milhões de pessoas com mais de 60 anos de idade. Seis por cento delas sofrem do Mal de Alzheimer. Nos Estados Unidos é a quarta causa de morte entre os idosos de 75 a 80 anos, perde apenas para o câncer, infarto e derrame. Norte-americanos famosos como o ex-presidente Ronald Reagan e o ator Charles Bronson foram vítimas da doença.


TRATAMENTO E DIAGNÓSTICO


Existem algumas drogas que são usadas para melhorar o déficit de memória, a confusão mental, a agressividade e a depressão. Elas apenas controlam um pouco esses sintomas na fase inicial da doença, mas não impedem sua evolução, uma vez que, o Alzheimer não tem cura.


Às vezes, os parentes dos idosos podem confundir a doença com problemas comuns da idade avançada como, esquecimento e senilidade. Esse erro de diagnóstico pode comprometer o tratamento. O ideal é procurar um geriatra, assim que, algum desses sinais se manifestar.


PREVENÇÃO


Assim como, não existe cura, também não há prevenção para o Alzheimer. Porém, os especialistas acreditam que a prática constante de certas atividades pode retardar o aparecimento da doença. O neurologista Antônio Andrade Filho recomenda manter o corpo e a mente em movimento. Segundo ele, isso pode ser feito, através de leituras diárias, jogos criativos para turbinar a memória e exercícios físicos regulares .


MUTIRÃO CONTRA O ALZHEIMER


O projeto Neurociência na Comunidade promovido pela Fundação de Neurologia e Neurocirurgia da Bahia vem, há nove anos, desenvolvendo junto à população de baixa renda o mutirão do Alzheimer. A edição deste ano acontecerá em duas etapas, nos dias 19 e 20 de setembro. No dia 19 será realizado um simpósio na bicentenária Faculdade de Medicina (Terreiro de Jesus, Salvador-Bahia) com os maiores nomes da neurologia brasileira, a fim de discutir os aspectos da doença e as atualizações sobre o assunto.


No dia 20 um contingente de 320 pessoas, acima de 60 anos, terá avaliação gratuita. Serão realizados miniexame de estado mental, ressonância magnética do crânio, eletroencefalograma, exame de sangue para a detecção do APOE (fator de risco para a doença), teste fonoaudiológico etc.

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