UMA GRANDE VERDADE: SOMOS TODOS MENTIROSOS!


A mentira faz parte do nosso cotidiano, de acordo com os antropólogos (que se debruçam sobre o assunto) uma pessoa chega a proferir cerca de 200 "mentirinhas" por dia. Para eles esta artimanha de faltar com a verdade absoluta são artifícios necessários para o bom convívio social. Já imaginou falar para sua colega de trabalho que ela é cafona e dizer para seu chefe que ele é um tremendo incompetente? Você provavelmente deixaria uma criatura deprimida e perderia o emprego. A franqueza sem retoques geraria um caos nas relações interpessoais. Certos embustes e leves trapaças, carregadas de boas intenções, por exemplo, são excelentes estratégias para elevar a autoestima de alguém e torná-la mais feliz . David Nyberg, professor de filosofia e pedagogia na Universidade de Nova York, escreveu o seguinte: “Superestima-se o valor moral de se dizer a verdade. Sem o engodo e o despistamento, nossas complexas relações seriam impensáveis”.


Parêntesis: é óbvio que a mentira que provoca danos e acarreta prejuízos morais, emocionais e materiais a outrem é irrefutavelmente condenável. Usa desse expediente ardil pessoas inescrupulosas que não medem as consequências para obter vantagens pessoais. Nesta categoria estão inseridos alguns políticos e indivíduos de caráter duvidoso.


Mas o fato é que a mentira é um hábito que desenvolvemos na mais tenra infância, em outras palavras, mentimos desde criancinhas, é o que comprova um estudo feito pela psicóloga canadense Angela Evans. Segundo ela, a partir dos dois anos de idade já somos capazes de elaborar mentiras complexas. "Mentirosos precoces têm habilidades avançadas de compreensão e raciocínio", relata em sua pesquisa.


Apesar de a mentira fazer parte da nossa vida diária, o neurologista Antônio Andrade Filho explica que nosso cérebro não foi programado para mentir, pois faltar com a verdade exige muito esforço mental (trabalho extra dos neurônios), sendo a honestidade o estado cognitivo normal. "Quando mentimos ocorre uma elevação da atividade cerebral em duas regiões específicas: o giro do cíngulo anterior e o córtex pré-frontal áreas que controlam os conteúdos de memória".


DIA INTERNACIONAL DA MENTIRA


Há muitas explicações para que o dia 1º de abril esteja relacionado com o Dia da Mentira, uma delas diz que a brincadeira surgiu na França. De acordo com esta teoria, por volta do século 16, o Ano Novo era comemorado dia 25 de março e as festas duravam uma semana até 1º de abril.


Em 1564, o Rei Carlos IX adotou oficialmente o calendário gregoriano, passando o Ano Novo para o dia 1º de janeiro, porém muitos franceses resistiram à mudança e continuaram seguindo o calendário antigo.


Assim, algumas pessoas começaram a fazer brincadeiras e a ridicularizar aqueles que insistiam em continuar festejando o Ano Novo no dia 1º de abril. Eram tachados de bobos, pois seguiam algo que era sabido não ser verdadeiro.


Há historiadores que também associam o Dia da Mentira a Loki, deus nórdico da travessura e da trapaça. Notadamente ele é a figura mais representativa e controversa da Mitologia Nórdica.


NO BRASIL


O Dia da Mentira começou a se popularizar em Minas Gerais, por conta de um periódico chamado “A Mentira”, que tratava de assuntos efêmeros e sensacionalistas do começo do século 19. Em 1º de abril de 1828, este jornal noticiou a morte do então imperador Dom Pedro II, fato que foi desmentido no dia seguinte.


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