COMER,TRANSAR E AMAR...

 

Qual a relação entre comida, sexo e amor? Se você respondeu: “tudo a ver”, acertou em cheio! A ciência destrinchou este complexo emaranhado de sensações e descobriu que o  neurotransmissor da paixão, a dopamina, o mesmo envolvido nos casos de dependência química, mexe com uma parte muito profunda do cérebro: o núcleo accumbens, que controla o sistema de recompensa – mecanismo que faz o indivíduo buscar coisas prazerosas (comida, sexo e o conforto do amor).

Sem sutilezas, o pai da psicanálise, o ilustre Sigmund Freud afirmava que o bebê satisfaz instintivamente, enquanto mama, dois desejos primários: o da alimentação e o do sexo.

Comer e transar são ações que se interrelacionam, estão imbricadas, até mesmo, no imaginário coletivo. Metáforas referentes a comida e sexo são múltiplas e recorrentes no nosso cotidiano: o coito torna-se antropofágico quando o homem "come" a mulher e vice-versa. Fundir-se no outro... 

Reza a lenda que pratos preparados com especiarias e alimentos afrodisíacos aumentam a libido. O que falar então do sexo tântrico? A prática preconiza o prazer em todos os níveis, aguçando os cinco sentidos.  Essa incrível maratona sexual recruta o paladar (a degustação) para o jogo de sedução, conferindo-lhe papel preponderante a fim de prolongar o deleite do casal.

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A relação entre comida e sexo também aparece nos insuspeitos textos da Bíblia Sagrada. Essa ambivalência erótico-gastronômica é citada de forma sublime e poética no livro Cantares (Cânticos dos Cânticos): “Mel virgem é o que destilam os teus lábios, minha amada. Há mel e leite sob a tua língua”. Mais sensual e erótico impossível, não? 

 

No cinema também há referências entre o binômio: comida-sexo. Nos filmes - "Chocolate", "Como Água para Chocolate" e "A Festa de Babete" esta alusão é patente. Este último sugere, nas entrelinhas, que o prazer proporcionado por uma boa comida pode funcionar como um instrumento libertador (neste caso, a repressão sexual). O plot é o seguinte: Num pequeno vilarejo da Dinamarca do século 19, uma comunidade luterana, rende-se a um banquete oferecido por uma cozinheira parisiense. Os puritanos convictos e infelizes, depois de se fartarem nas deliciosas iguarias, começam a se liberar sexualmente.

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Comer, transar e amar... Necessariamente nessa ordem! Faz todo sentido. A dopamina liberada no ato de comer e transar causam um prazer deliciosamente viciante e o orgasmo libera uma descarga de ocitocina (neurotransmissor), também conhecido como hormônio do amor e dos vínculos afetivos.

 

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