BELEZA E DIVERSIDADE DESFILAM NA MESMA PASSARELA

Beleza e diversidade que não compartilhavam o mesmo camarim, até pouco tempo, agora andam juntas, harmonicamente desfilam com graça e leveza nas ruas e catwalks , pelo menos, esta é a proposta de algumas campanhas publicitárias que visam elevar o  conceito de beleza a outro nível. Essa beleza sem filtro, ou seja, sem (pré) conceitos, se preferir, leia-se livre de conceitos estabelecidos, pôde ser vista na última campanha da gigante Avon que teve como estrela a drag queen mais lacradora do Brasil: Pabllo Vittar .
 

O filme publicitário  da brand de cosméticos  foi recheado com mensagens subliminares, uma delas fazia referência ao lema da revolução francesa: "Liberté, egalité, lacré". Uma releitura bem-humorada para pregar a liberdade e a igualdade no que se refere à moda e beleza, sem as amarras das regras e padrões pré-estabelecidos. Ah! a lacração é uma lúdica alusão a quem lança tendências... 

 

Cabe a mídia, as campanhas publicitárias  e os editoriais de moda que sempre criaram padrões de beleza blasé e excludentes, desconstruir esse conceito e reverter os estragos na autoestima feminina. A nova proposta, mais alinhada com as atuais demandas da sociedade,  preconiza a inclusão e a diversidade.


Leia também: (Des) construção da beleza com os pincéis da autoestima

As empresas que lucram com o binômio: moda-beleza estão despertando para essa nova consciência. Elas já vislumbraram que aceitar as diferenças  e trilhar o caminho do "politicamente correto" rendem lucros e dividendos, pois ganham a simpatia de segmentos-chaves da sociedade e novos consumidores que, a partir de então, já podem se sentir retratados e incluídos. Modelos com vitiligo ou os transgêneros estampar importantes revistas internacionais  de moda era algo impensável tempos atrás. 

 

 
#SemPhotoshop

 

Na outra ponta do que venha a ser "aceitação", estão algumas grifes de lingerie e moda praia, internacionalmente famosas, que aboliram os retoques do photoshop em seus editoriais, revelando a beleza feminina com todas as suas imperfeições que lhe é peculiar: estrias, celulites e "dobrinhas".  A American Eagle foi a primeira a utilizar essa corajosa estratégia de marketing, depois  foi a vez da Victoria's Secret, recentemente a britânica Asos, também,  aderiu a nova ordem. Ao mostrar mulheres reais em suas peças publicitárias, essas marcas conquistaram a empatia do público feminino (que agora  se veem honestamente retratadas), promoveram uma revolução na forma de pensar a beleza no mainstream e aumentaram seus faturamentos.

 Victoria's Secret

 

 

 Asos

 

 American Eagle

 

 

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