PESSOAS QUE ME INSPIRAM

 

Adoro gente simples, sem melindres ou qualquer tipo de frescura. Adoro pessoas que carregam no  olhar o brilho da simplicidade da eterna criança. Gente que revela nos gestos sua genuína autenticidade. Pessoas que  iluminam e inspiram outras vidas, pelo simples fato de serem elas mesmas, porque não se curvam  a padrões, sabe por que? Porque  estereótipos são mesquinhos, pequenos demais para a grandeza de suas almas libertas das amarras que intoxicam.
 

Gosto de gente que chora, que expõe suas fragilidades sem medo de julgamentos. Gente que não teme ser chamada de fraca, porque externa suas emoções. Gosto de gente real, não de gente perfeita. Gente “perfeita” é feita de titânio. Gente real é feita de carne, osso, sangue e sentimentos. Gente perfeita é fria, gente real sabe o valor de um caloroso abraço.
 

Amo pessoas desapegadas, que estão sempre dispostas a renunciar  a perigosa  zona de conforto. Amo pessoas  que incorporam em suas vidas o modelo marco zero:  prontas pra recomeçar, quantas vezes forem necessárias, afinal o que importa é ser feliz!

Admiro pessoas que são hábeis em sacudir  o pó das sandálias e as cinzas do velho passado. Admiro pessoas que sabem incorporar o novo  e que são peritas em seguir o fluxo. Admiro pessoas que mudam de repertório, de vida, de cidade, de país, que mesmo com o fel da incerteza a borbulhar no estômago, enfrentam o desafio rumo ao desconhecido.

 

Gosto de gente óbvia, transparente, translúcida, ingênua: daquele tipo que numa breve leitura decodificamos seus signos. Não suporto gente cheia de pontos indecifráveis, que se faz de misteriosa, de difícil, de intransponível. Não existe nada mais cansativo e desgastante em lidar com essa espécie. Ah! São aquelas pessoas “perfeitas”: engomadas, plastificadas e que não cometem erros, afinal elas não são reais (são autômatos).
 

Amo pessoas que se reconfiguram (que se reinventam), que transpõem fronteiras para se encontrar, que rompem bloqueios para expandir sua indulgência. Amo pessoas incongruentes, instáveis, porque se revelam humanamente reais. Amo quem subverte as regras  e comete loucuras de  amor. Amo gente de coragem. De gente que se assume. De gente que sabe correr atrás da sua felicidade e não teme pagar o preço imposto pelos infelizes...

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