PORQUE VOCÊ PRECISA ASSISTIR 5 TO 7 NA NETFLIX

“Encontro Marcado”  ou  “5 to 7 “ , título original, é  um daqueles filmes que você assiste e não consegue tirar da cabeça  (pelo menos foi o que aconteceu comigo). A comédia romântica está longe de ser piegas e repleta de clichês como a maioria do gênero. A história tem charme, elegância e vigor. Os diálogos francos, incisivos e inteligentes propõem arejadas reflexões sobre a concepção do amor, desnudando a densa névoa  de preconceitos a que estamos envoltos, quando o assunto é uma relação amorosa.

O plot: o filme conta a história de amor entre um jovem de 24 anos (judeu-americano) aspirante a escritor e uma mulher de 33 (liberal-francesa), esposa de um diplomata  e mãe de dois filhos. Eles se conhecem  na porta  de um restaurante (em Nova York), onde Arielle (Bérénice Marlohe) fuma elegantemente. Brian (Anton Yelchin) que caminha do lado oposto da rua, é atraído por aquela visão que o hipnotiza. Depois de uma  conversa, sobre fumantes, filme da Disney (Pequena Sereia) e outras trivialidades que dão início uma paquera, os futuros amantes marcam um segundo encontro para a semana seguinte, no mesmo local e no mesmo horário.

“Encontro Marcado”, sem querer ser panfletário, cutuca nossos dogmas e convicções morais. Apresenta uma  outra perspectiva das relações amorosas. Aponta divergências e choque cultural, uma vez que, os franceses, diferente dos outros povos, têm uma visão muito particular do amor dentro das uniões afetivas (são liberais, desapegados e sexuais por essência). Temas controversos como infidelidade, relacionamento aberto, paixão, casamento, religião, família são abordados na trama sem maniqueísmo e julgamentos sentenciosos. 

Esta obra amplia nossa visão viciada sobre os relacionamentos, instiga-nos a pensar fora da caixa, revela-nos as complexas nuanças que tecem as relações amorosas. Pois o amor não se curva a padrões, ele subverte as regras e revira tudo pelo avesso. Esta é a magia! “ Há milhares de anos alguém criou ‘o princípio da impermanência’: a beleza que há na inevitabilidade das mudanças”.

O diretor Victor Levin costura habilmente elementos desconcertantes e entrega ao telespectador uma história honesta, despretensiosa, sensível e apaixonante. Os personagens são cativantes: Brian é talentoso, obstinado, romântico e ingenuamente “moralista”,  até conhecer seu verdadeiro amor. Arielle é uma mulher culta, leve, sensual e empoderada: “ talvez haja pessoas com quem nos casamos, e outras que amamos”, diz ela a Brian sem dubiedade e com a franqueza elegante que lhe é peculiar.

Assista “5 to 7” atentamente, preste atenção na narração de Brian ( ah! ele narra o filme ), nos detalhes das cenas iniciais, nas inscrições das placas pregadas nos assentos do Central Park, elas dão pistas sobre as conexões dos imbricados relacionamentos e acontecimentos que irão se desenrolar na trama. Fique atendo, principalmente, no texto final que fala de vínculos eternos: “ Haveria outros amores, até amores grandes, mas só um permanece perfeito”.

Este filme é para quem acredita que o amor escreve nosso roteiro e muda permanentemente a nossa história.

 Obs: o Filme foi lançado em 2015 nos cinemas. Agora pode ser visto na plataforma streaming Netflix, com o título em português "Encontro Marcado".

 

 

 

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