MEDO DE COMPROMISSO

Tem muita gente que está numa relação estável  e inveja a vida de solteiro, talvez porque a rotina desgastou aquilo que um dia foi um turbilhão  de emoções e que no presente desembocou num rio de águas paradas. Muitos casais se encontram nessa  encruzilhada afetiva,  não sabem como encontrar o verdadeiro caminho e acabam pegando o atalho que leva à traição.

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Porque buscar novas emoções, extraconjugalmente, é mais fácil que investir na atual relação, pois isso exige trabalho  árduo e, às vezes, abnegação e paciência, caracteres raros de se ver  nos humanos na atual configuração planetária. Vivemos o  momento do “salve-se quem puder”, “farinha pouca meu pirão primeiro”. Essa é a mentalidade que predomina: pular do navio antes que ele afunde. Isso vale em todas as instâncias e instituições e o casamento, por sua vez,  não está livre disso. Afinal, defender a própria felicidade é o que importa nessa sociedade individualista de “dane-se o outro” !
 

Ninguém quer perder tempo para fazer algo dar certo e na primeira dificuldade  salta do barco e ganha o “oceano vasto de possibilidades”, será? Esta é a armadilha. A ilusão nos cega. A novidade transforma-se  novamente em rotina  e vira um ciclo vicioso alucinante. Quando acaba a paixão,  a busca desenfreada para alimentar um coração vazio, torna-se  voraz e infinita.
 

Esses corações vazios e vorazes  se alimentam de incontáveis  aventuras amorosas e com isso não estabelecem laços, vínculos. Seduzem suas presas e deixam rastros de desamor e desapego, ferindo com a marca da leviandade outros corações desejosos de amor e compromisso afetivo.
 

Nesse mundo onde predominam as novas patentes amorosas dos “contatinhos” e “crushes”, ainda existe muita gente querendo uma relação estável, sim.  Há solteiros que querem casar e formar uma família. Mas, na maioria das vezes, o que predomina é o medo: medo de se apegar, medo de ser traído, medo de se aprisionar numa relação,  medo de não resistir as tentações ao se dedicar a uma única pessoa. E por conta desse medo insano, ninguém é feliz, nem faz ninguém feliz dentro de um relacionamento.
 

Na realidade, o que se vê é um bando de pessoas vagando perdidas na sua incompletude sentimental, pois criam barreiras e se blindam contra o amor.  Elas colecionam relacionamentos relâmpagos e inconsistentes, satisfazendo  apenas a instintos primários (sexuais). Essa conduta  visa,  tão-somente, a  vampirização  da energia do outro, sem estabelecer nenhum compromisso e para isso dispõem de uma “agenda de contatinhos”. Estrategicamente os mantêm em seus radares, deixando-os em stand-by  para  acioná-los assim que  lhes forem conveniente. Ah! Esses seres, paradoxalmente, odeiam a solidão, pulam de “galho em galho” para fugir do vazio de suas vidas.
 

Esse comportamento predatório causa sofrimento  tanto para o “caçador” que mais cedo ou mais tarde acabará se debatendo na armadilha angustiante da solidão, quanto para “presa” que quase sempre sai ferida de uma relação oca e inconsistente por ter criado vãs expectativas. Nessa cadeia alimentar  pode surgir um novo vilão, ou seja, a vítima para se defender de ilusões futuras no campo sentimental, transforma-se em algoz e assume o papel do predador, estabelecendo um ciclo nefasto nas relações afetivas. Resultado dessa operação: o exército de pessoas solitárias e infelizes  cresce exponencialmente.

 

 

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