RESSIGNIFICANDO O CONCEITO DE SUCESSO


Não sei qual o seu conceito de sucesso, mas pretendo aqui ressignificá-lo. Para a maioria, sucesso é chegar ao topo; possuir uma fortuna, que nem mesmo os gênios da matemática são capazes de calcular; estar sob os holofotes da mídia; posar para as mais influentes magazines de celebridades; ter fama de astro de Hollywood ou, se os bons ventos soprarem a favor, juntar os trapinhos com um príncipe, como fizeram as ex-plebeis kate Middleton e Meghan Markle. Parece óbvio que marcar um desses gols é atingir the success: padrão de vida invejável, sonhado pelos mortais que se consideram minimamente ambiciosos. Na minha despretensiosa opinião se alguém chega ao topo e não goza de saúde para usufruir plenamente de seus bens; não tem paz de espírito, vive num turbulento desassossego; não é capaz de amar e ser amado verdadeiramente, essa pessoa não atingiu o sucesso que eu concebo. De que vale seus cifrões incalculáveis, sua fama e seu status social? Ele subiu, ok! No entanto, desce vertiginosamente, todas as noites, ao vale das angústias quando coloca sua cabeleira, cosmeticamente bem tratada, em seu travesseiro de plumas. Chegar ao topo pode significar, também, ter a vida devassada, invadida por paparazzi ávidos por notícias sensacionalistas. Muitas delas fake news plantadas por inescrupulosos. O sucesso traz a reboque a perda da liberdade de ir e vir, algo aparentemente banal para mortais que circulam livremente sem serem assediados, mas uma incômoda pedra no sapato de quem não goza dessa humilde prerrogativa. O sucesso também sequestra a espontaneidade do famoso “bem- sucedido”, tudo que ele faz ou diz tem que ser meticulosamente estudado e ponderado, caso contrário sua reputação fica indelevelmente manchada e sua saúde mental comprometida, afinal o “todo-poderoso”, apesar do dinheiro que possui, também está sujeito ao estresse, à depressão e todos os sofrimentos emocionais reservados aos humanos nesse mundo de provas e expiações. O Sucesso terreno não é a chancela da felicidade. Não é garantia de uma vida plenamente feliz. Ele não proporciona a autoaceitação, não compra o amor-próprio, não serve como moeda de troca para negociar valores morais. Não fornece o salvo-conduto para transitar incólume do outro lado da vida. O conceito de sucesso referenciado em bens materiais apenas, é ilusório e frágil. Não estou preconizando a pobreza franciscana como o meio único para ser feliz. Ser desprovido de riquezas, também, não é sinônimo de alegrias eternas, não ter dinheiro e passar por privações gera igualmente sofrimentos. O caminho honesto que pavimenta a felicidade plena é a reforma íntima. Alcança-se o legítimo sucesso quando a pessoa atinge um certo grau de amadurecimento espiritual e percebe que pequenas coisas não tiram mais o seu sossego. Sucesso é quando você consegue debelar dentro de si algo feio chamado orgulho: este monstro pesado que te impede de avançar , de ser leve, de ser livre das amarras convencionais. É quando você se importa cada vez menos com a opinião alheia. É quando você faz, rotineiramente, uma faxina na alma e se despoja de lixos emocionais. É quando você se livra do excesso de bagagens tóxicas como a inveja, rancores e melindres. É quando você entende o real significado do conceito “menos é mais” e vive com simplicidade.

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