MENOPAUSA: O ESTIGMA FEMININO


A menopausa é um monstro que assusta a maioria das mulheres por conta dos preconceitos que envolvem esse tema. O sexo feminino carrega nos ombros uma opressão histórica do modus operandi de uma sociedade patriarcal e machista que impõe padrões, cada vez mais, exigentes à figura feminina. O quadro se agrava ainda mais quando ela cessa sua fase reprodutiva. Nessa fase de transição, muitas vezes, a mulher sofre em silêncio por medo de ser alijada do contexto social ao qual está inserida, seja no trabalho, no lar e no meio onde opera dividindo tarefas e responsabilidades. Além disso, teme ser descartada pelo cônjuge. Por isso, muitas mulheres não compartilham com seus parceiros os transtornos físicos e psíquicos a que estão sujeitas neste período. A menopausa é um assunto tabu em pleno século 21. Pouco se discute o tema. Não é pauta na mídia, na rede pública de saúde, nas instituições de ensino, nem no meio acadêmico. Resta a mulher carregar estoicamente esse peso na alma e as dores no corpo. Muitos dos sintomas do climatério chegam a inviabilizar a vida profissional e social das mulheres. Tecnicamente a menopausa é o período fisiológico após a última menstruação espontânea da mulher. Nesse espaço de tempo estão sendo encerrados os ciclos menstruais e ovulatórios. O início da menopausa só pode ser considerado após um ano do último fluxo menstrual, uma vez que, durante esse intervalo, a mulher ainda pode, ocasionalmente, menstruar. Nesse estágio, ocorrem muitas transformações no organismo feminino. A diminuição dos hormônios estrogênio e progesterona favorece o surgimento ou agravamento de várias doenças. Não existe um consenso médico para o início da menopausa, segundo os especialistas ela ocorre, em média, entre os 45 e 55 anos. Mas como disse, não é uma regra, varia de mulher para mulher. Durante o climatério, fase que antecede a menopausa, ocorrem vários sintomas físicos e comportamentais. Os mais comuns são: #Ausência da menstruação #Ressecamento vaginal #Depressão #Insônia #Perda de massa óssea (osteoporose) #Ganho de peso #Ondas de Calor (fogachos) #Suores noturnos #perda da libido #Diminuição da atenção e memória #Aumento do risco de doenças cardiovasculares (infarto, insuficiência cardíaca, arritmias, AVC)

TRATAMENTO

Para um tratamento eficaz é fundamental que a mulher consulte seu médico, somente o especialista está apto para avaliar cada caso em particular. Segundo a ginecologista e obstetra Maria de Fátima Pimentel, a reposição hormonal já foi bastante indicada, mas atualmente ela é feita com cautela e em menores proporções devido aos fatores de riscos. “Em minhas pacientes opto por terapias a base de produtos naturais”. Estudos comprovam que o chá da folha de amora melhora os sintomas apresentados durante o climatério. "costumo administrar essa infusão para minhas pacientes, pois alivia os fogachos e suores noturnos intensos", esclarece a ginecologista.

Leia também: Toda mulher inteligente toma chá de amora Pimentel recomenda ainda, como suporte à terapia natural, uma dieta alimentar saudável, a prática de atividade física regular e a visita periódica ao cardiologista, ao geriatra, ao nutricionista e, se necessário, a um psicólogo para um apoio psíquico e emocional.

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