PARTIDAS E REENCONTROS

Acredito piamente em vidas passadas, “outras moradas”, na imortalidade da alma. Acredito que estamos todos conectados por fios invisíveis, que nada é por acaso e que tudo tem um significado, uma razão de ser, e que nada, absolutamente nada, está descolado do contexto no qual estamos inseridos. 

As minhas crenças fazem a minha vida ter sentido, fortalecem a minha fé, alimentam minha esperança de que tudo caminha para a perfeição e em direção à luz. Sem a certeza dessa essência divina que carregamos dentro de nós, seríamos tragados para o abismo das desilusões e das torturas mentais as quais estamos sujeitos naqueles dias mais difíceis. E cavar buracos profundos na alma não é uma opção inteligente para quem acredita que estamos nesse plano para quitar débitos.

Esse resgate de dívidas nos propicia encontros e reencontros necessários para nossos ajustes de contas. Ninguém pula de paraquedas na nossa vida. Pessoas entram no nosso mundo por razões específicas que, na maioria das vezes, desconhecemos por conta da  nossa falta de percepção e clarividência espiritual. Elas chegam até nós por causa dos laços de afinidade que nos ligam. Só atraímos semelhantes, ou seja,  aqueles que estão na mesma sintonia e vibração energética que a nossa.

Os relacionamentos são ferramentas poderosas para o autoaperfeiçoamento moral e espiritual.  Nas relações interpessoais temos a chance de exercer o  princípio da alteridade e se reconhecer no outro. Portanto, devemos ser indulgentes com os equívocos alheios. Entender definitivamente que todos somos falhos e  que estamos no mesmo barco das provas e expiações.

Praticar o desapego e se libertar de miudezas que entravam nossa evolução é pura sabedoria. Atingimos a maturidade espiritual quando aprendemos  a “deixar ir”: não adianta reter quem não quer ficar, nem se fixar ao lado de quem a muito tempo já se foi. Pessoas passam nas nossas vidas como veículos vivos, às vezes, somos apenas um porto ou um pit stop para o descanso de um viajor em longa viagem.

Sofrer com a partida de quem amamos é inútil, guardar mágoas é contraproducente. Relacionamentos desfeitos causam dor, é claro, mas é um grande aprendizado se mirarmos na perspectiva do bem. Se focarmos apenas nas  simbioses e trocas energéticas, sonhos e alegrias compartilhados.  E que algo foi acrescentado em nossa bagagem pessoal e irrefutavelmente deixamos no outro um pouco de nós: um pouco de pele, nossas impressões digitais e parte da alma.

 

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