SEXY SEM SER VULGAR


Quais os elementos que definem se uma mulher é sexy ou vulgar? Ou se ela está sexy com uma determinada roupa ou se a peça a deixa vulgar? Esta questão é delicada, os parâmetros de aferição para este quesito passam, necessariamente, pelo filtro da subjetividade quando se trata de “ser” . O “estar” tem mais a ver com o bom senso, o bom gosto e com os padrões da moda vigente, portanto, mais fácil de se avaliar seguindo esses referenciais. Vamos desenrolar este imbróglio: na análise do “estar”, uma indumentária, em primeira instância, pode sim ajudar uma pessoa a ficar sexy ou contribuir com um look que remeta à vulgaridade e ao mau gosto. Mas para isso temos que levar em conta outros fatores, como o meio, a casta, a comunidade, a época, os costumes e a cultura aos quais os indivíduos “analisados” estejam inseridos. Porque estes elementos são variáveis importantes a considerar, quando se avalia a moda e seus escorregões. Pois o que parece extravagante e vulgar numa determinada sociedade, pode ter conotação diferente em outra cultura. Portanto, esta avaliação deve ser ponderada e respeitar as idiossincrasias e singularidades dos povos no que diz respeito aos seus referenciais de moda e estilo. Guardadas essas observações, é bom levar em conta, também, a adequação do modelito ao tipo de evento para não correr o risco de cometer duplo erro: ser deselegante e vulgar . Os acessórios e a make ajudam a valorizar ou pesar ainda mais o visual, tornando a composição do look mais sofisticada ou vulgar a depender da escolha. Equilíbrio é a palavra de ordem. Nada de carregar nas tintas e tons. Cuidado com as misturas de estampas e padronagens para não se fantasiar de "Agostinho Carrara". A dica é: fugir dos excessos, se você não sabe manejar um look maximalista à la Iris Apfel, opte por um estilo minimalista para não patinar em terreno duvidoso. Seguir a máxima : “ menos é mais”, é a coisa mais sensata a se fazer quando não se tem expertise em moda. O comprimento e o número diminuto do manequim, ou seja, roupas curtas e apertadas não são instrumentos eficazes para aferir o grau de sensualidade ou vulgaridade de uma mulher. Ser sexy ou vulgar é uma questão de estilo e comportamento. Entrando na seara do “ser”: a sensualidade de uma mulher já vem impressa no seu DNA. Quando se adjetiva uma mulher de sexy este julgamento é absolutamente subjetivo. Seu sex appeal extrapola os limites da normalidade, é algo que está implícito no cheiro que exala (feromônio) e nos olhares de volúpia que consegue atrair. Uma mulher sexy não precisa ser necessariamente bonita, de traços perfeitos, mas carrega em si algo que fascina: pode ser um jeito de andar, de falar, de sorrir, de morder o lábio, de mexer no cabelo, de cruzar as pernas... Mulheres sexy já nascem com um selo que as distinguem em meio a multidão. Elas trazem em suas essências um aroma diferenciado. O sex appeal dessas criaturas especiais não está atrelado a roupas, acessórios, maquiagem ou a qualquer penduricalho. Elas simplesmente brilham, porque a sensualidade nelas impregnada é o perfume que se esparge com leveza e naturalidade. Marilyn Monroe é a representação máxima da expressão “sexy sem ser vulgar”. Ela é considerada a mulher mais sexy de todos os tempos por revistas especializadas. Os ingredientes que lhe conferiram o título: doçura, ingenuidade e sex appeal à flor da pele.

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