VOCÊ É FELIZ SOZINHA?


Eu sou da turma que aposta numa boa companhia pra deixar a vida mais leve e feliz. Estar sozinha temporariamente por opção é algo muito bacana, às vezes, impomo-nos o autoexílio para fazer uma autorreflexão, realinhar os pensamentos, reavaliar comportamentos, traçar metas e definir planos a médio e longo prazo. Essa solidão estratégica é saudável e necessária em algum momento das nossas vidas, pois é circunstancial e opcional. Mas aquela solidão que a vida nos impõe, sem o nosso consentimento, aquela que causa angústia e sofrimento, essa é nociva e mata em doses homeopáticas. Mas ainda assim, ela pode nos servir de lição. Em vez de reclamarmos e chorar pitangas, devemos tirar proveito para fazer uma faxina, não apenas nas gavetas e armários, mas nos recônditos mais impenetráveis da nossa alma. Procure o autoconhecimento, invista na reforma íntima. Veja onde você errou, em que momento da vida você faliu como, filha, irmã, mãe, esposa, amiga, colega de trabalho. Pergunte-se honestamente por que os afetos lhe abandonaram... Esta autoanálise é uma fonte preciosa onde devemos imergir para nos tornar pessoas melhores, mais afinadas com o que acontece a nossa volta, com os chamamentos, com a voz interior que nos direciona para escolhas mais acertadas. A ocasião é oportuna para o amadurecimento moral e espiritual, para desenvolver novas habilidades e principalmente para nos preparar para a chegada da companhia certa que irá agregar mais valor a nossa vida. A solidão se transforma em armadilha quando focamos no medo de permanecer eternamente sozinhas, quando negligenciamos as nossas necessidades íntimas e damos vazão a entrada de sentimentos derrotistas que ferem a autoestima. Pois a distorção da autoimagem e a falta de percepção das nossas potencialidades nos empurram para o limite estreito da fragilidade. A essa altura a carência já nos dominou, tornamo-nos fantoches em suas mãos manipuladoras e ela nos incita a fazer péssimas escolhas. Nossas decisões equivocadas nos mantém reféns no calabouço das amarguras. Por estarmos infelizes, atraímos infelicidade: pessoas abusivas ou doentes emocionalmente (vampiros) que chegam em nossas vidas para se nutrir do nosso sangue e da nossa alma . Em vez de cruz e alho, para combater esse inimigo, faz-se necessário um mergulho interior e uma forte conexão com o divino. Tornando-se uma pessoa espiritualizada você se nutre de combustíveis poderosos para enfrentar desafios. Sua percepção aumenta no sentido de saber que toda situação é temporária. E que essa fase de dor a qualquer momento vai ter um fim. E quando você menos esperar o “fotógrafo da National Geographic “* bate a sua porta para lhe mostrar um mundo completamente novo. E com as novas lentes de aumento, você passa a ver a vida em outra perspectiva. Afinal, só atrai felicidade quem está feliz. Concorda?

* referência ao personagem de Clint Eastwood no filme "As Pontes de Madison" baseado no romance Robert James Waller

#Solidão #felicidade

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