CORRERIA ATRASA SEU PASSO

A palavra da moda agora é “correria”. Este substantivo feminino, que se você consultar um dicionário vai encontrar um desses significados: azáfama caracterizada por uma corrida desordenada e barulhenta; ou ato de correr apressadamente de um lado para o outro, atrapalhação e muita confusão. Também pode ser sinônimo de incursão, ou seja, invasão de um território inimigo. A significação que já traz embutida uma alta carga de estresse, personificou-se : “fulano correria”. Ou seja, um forte candidato a desenvolver doenças psicossomáticas, por conta das multitarefas que tenta executar.
 

A “pessoa correria” virou sinônimo de gente que trabalha muito, capaz de executar grandes projetos e como se não bastasse, posar em grande estilo nas redes sociais como pessoa dinâmica , empreendedora e  com habilidades para desempenhar multitarefas com excelência.
 

Aliás, as redes sociais, esse imenso “espelho de narciso”, que reflete apenas a superficialidade do humano, são as grandes responsáveis por fomentar essa ideia ilusória de onipotência do indivíduo, arregimentando um exército de pessoas (desavisadas) que compram este combo nocivo como verdade absoluta.
 

Se você quer manter sua mente minimamente saudável, não embarque nas “viagens das redes sociais”, não preciso lhe dizer que é barca furada né? Metaforicamente, esse mergulho inconsequente (no Instagram e Facebook...) pode afundar sua vida como um Titanic , elas distorcem realidades, editam vivências, mostrando somente os frames de segundos que sugerem momentos perfeitos.
 

As redes sociais só expõem a superfície, não acessa as gavetas secretas do indivíduo, onde habitam suas dores, medos, angústias, sentimentos e potencialidades. Elas navegam no raso e não pescam valores e verdades primordiais que revelam quem está por trás daquela pose ensaiada.
 

Este parêntese para falar das redes sociais é necessário nesse contexto, pois elas vendem ilusões e influenciam comportamentos. Elas são produtos de uma sociedade altamente tecnológica que consome informações instantâneas. São ainda, templo do exibicionismo individual e coletivo, dos relacionamentos líquidos, além de potentes vitrines mercadológicas onde tudo pode ser negociado. A rede é um terreno movediço, se você não tiver habilidade para transitar sofre as consequências.
 

Mas voltando ao início... “ A pessoa correria” tem síndrome de polvo:  ela acha que tem múltiplos tentáculos e que pode executar várias atividades ao mesmo tempo. Essa empreitada é humanamente impossível, ninguém consegue dar conta de muitas coisas simultaneamente ou num curto período de tempo. Algumas das tarefas, se não todas, vão sair mal feitas, deixando a desejar e comprometendo indelevelmente a competência do executor. O despertar dessa ilusão de onipotência pode ser traumático.
 

O preço a ser pago pela vaidade do ego é muito alto: frustração, ansiedade, estresse, angústia, sensação de fracasso e incompetência, vergonha e medo. Para fugir das armadilhas das redes sociais e da mídia que vedem a felicidade em pacotes vazios, blinde-se com autoconhecimento; reconheça suas limitações e capacidades; tenha planos A, B, C..., mas foque em um por vez.  Trace planos exequíveis e dê todo seu empenho e energia, persevere! Este é o segredo do sucesso e autorrealização. Lembre-se! Correr desordenadamente e sem rumo não vai te levar a lugar nenhum, só lhe trará cansaço físico e mental.

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