PRECISAMOS FALAR SOBRE O KEVIN

 

É fato! Estou superlativamente apaixonada por ele, eu diria, até, que é amor mesmo. Não tem outro diagnóstico. Onde quer que eu vá penso nele, preocupo-me com seu bem-estar, quero protegê-lo (se bem que... é ele quem me protege), tenho vontade de abraça-lo. Acredite, eu já o beijei .

Ele entrou na minha vida sem que eu quisesse, confesso! Mas acabou me conquistando, não sabia que era capaz de amá-lo tanto assim. Com seu jeito meio desengonçado, invadiu minha vida, minha privacidade. Pasme! Até no meu quarto Kevin já se refugiou, estou completamente  refém desse amor.

Esse cão vira-lata raceado com labrador ("labralata"), revirou minha vida pelo avesso, logo eu que vivia esbravejando que nunca teria um animal de estimação, porque nunca abriria mão da minha casa sempre limpa, cheirosa  e organizada. Livre de pelos ou quaisquer indícios de sujeiras causadas por seres não-humanos. 

A presença desse “catioro”  na minha vida está me ensinando a ressignificar valores, sentimentos e emoções.  Ele reacendeu em mim o amor incondicional (aquele que a gente não espera nada em troca, ama e ponto) Estou me redescobrindo, alargando minha capacidade de amar e acolher. Agora vivo menos enrijecida, mais leve, pois kevenildo (esse é seu apelido carinhoso)  ajuda-me a despir das grossas camadas que, até então, encapsulavam-me em condutas mesquinhas, egoístas... E assim estou me adaptando às necessidades cambiantes da existência humana.

Não há palavras, narrativas nem gramática de reconhecimento que possam dar conta (significação) desse meu  sentimento por esse cachorro.  Não é uma coisa absurdamente exagerada, mas algo terno, empático, solidário, afetuoso, ingênuo. Kevin conseguiu tocar meu coração profundamente e adentrou em cantos íntimos e secretos da minha alma feminina (materna).

 

Atualmente sou tutora e cuido, com muito amor, de seis cadelas vira-latas ( quatro adultas e duas filhotes). Elas faziam parte da triste estatística de cachorros errantes (abandonados) que viviam nas ruas.  Quatro delas  acolhi no período do cio, com o intuito de evitar a prenhez e consequentemente o aumento da superpopulação de cães vulneráveis. Abriguei temporariamente outra cadela que estava com o câncer TVT (Tumor Venéreo Transmissível). Cuidei dela no período do tratamento. Ela fez a quimioterapia e foi curada da doença.

 

Credito a Kevin a minha entrada, pela porta da frente, na defesa da causa animal. A propósito, a tutora de Kevin é Jasmine, minha filha.



 


 

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